Sobre o Poeta

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Maycon Batestin odeia falar sobre si mesmo em terceira pessoa. É inevitável que, por meras circustancias da vida, seus contos não digam absolutamente nada sobre sua personalidade dúbia e enloqüente. Todavia, é de raro oportunidade ler um comentário de si em terceira pessoa, mesmo sem saber o que diabos isso significa!

sábado, 4 de julho de 2009

11) Poeta Inocente

Amor, eu queria tanto fazer a diferença
Mas esqueci,
Que a própria inocência é comercial...
E não adianta ser inocente...
Nessa vida,
A bunda é mais cultural que a poesia,
E a gente aprende com o jornal
A ignorar a política,
Não vale a pena, ser o errante da vida moderna,
Hoje em dia, o pecado é um mais um instante do que um episódio de novela

Aprendemos a ser banais
A ser vulgares,
Na Era dos comerciais,
Em nossos jantares,

E a TV ensina bem mais do que comerciar a vulgaridade,
Mas querida, eu esqueço,
Que não nasci para os comerciais,
Minha bunda é quadrada
E meu corpo é franzino,
Minha cara é amassada e sou meio tímido,
E por isso, deixarei de viver na propaganda
Para na poesia viver indigente,
Não sirvo para essa infâmia
Ainda sou um poeta inocente,

sexta-feira, 3 de julho de 2009

10) Assexuação Utópica

Ah querida, o mundo mudou...
E quem me dera,
Que o sexo ainda fosse entre eu e você,
Agora são eles e elas,
Uma utopia assexuada de um novo viver,
Tudo é festa, carnaval fora de Época,
Passeatas do Poder,
Se o casamento não mais interessa
Distingui ele, dela,
Não faz a menor diferença entre eu e você...

É uma utopia...
Tão assexuada,
Que até eu tenho medo de escrever,
Uma difama vida...
Tão inflamada,
Que pode matar eu ou você

Ah querida, o mundo mudou...
Quem me dera
Que fosse o gozo que importasse,
Agora é a estética,
A excentricidade de uma nova Era,
Que não estou a fim de viver,
Tudo é festa, o coito de uma miséria
Que tenho que dividir com você,
Se o casamento é uma novela,
E não se sabe quem é ele ou quem é ela,
Porque nós ainda temos que escolher?

É uma utopia...
Tão assexuada,
Que até eu tenho medo de escrever,
Uma difama vida...
Tão inflamada,
Que pode matar eu ou você

9) O Excesso de um Mundo Contemporâneo

Querida, como posso sobreviver, agora?
O sexo vende mais que a poesia,
E sustenta bem mais do que uma história...

O mundo de hoje é uma plastificação suicida,
A pornografia é uma arte contemporânea
Que nas propagandas excessivas,
Excede os limites de nossa tolerância,

E não sou um poeta excessivo!
Não, eu não sou um poeta excessivo!

Querida, como posso ir adiante, agora?
A verdade foi negociada na televisão,
E eu não tenho como ignorar isso agora...

O mundo de hoje se autosustenta
Na indulgência de uma luxuria egoísta,
Uma mentira em sua condolência,
Da essência da verdadeira pornografia!

E não sou um poeta excessivo!
Não, eu não sou um poeta excessivo!

Querida, o excesso desse mundo estranho
É tão contemporâneo
Que as poesias estão fora de moda,
Quem dera pudesse competir com esse sonho
A indulgência do que somos,
Poetas sem história!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

8) Dos contos de fadas às revistas pornográficas

Meu amor, tuas fadas estão sendo assassinadas
E não sei quem é o criminoso...
Não estão sobrando nenhuma palavra
Apenas o estorvo...

Meu amor, tuas lendas estão virando lenhas
Da fogueira da vaidade,
Colocaram fogo em nossa inocência,
E agora estão vendendo ao preço da sexualidade!

Amor,
As fadas abandonaram seus contos por depressão
Descobriram que não mais encantam,
As crianças de antemão,
E agora, sobram apenas, a pornografia...
Um programa infantil de uma manhã capitalista!


Meu amor, teus príncipes encantados estão sendo escravizados
Por cavaleiros negros de terno e gravata,
Estão decidindo um novo começo,
Uma Era de mulher pelada!

Meu amor, isso é a evolução
Dos contos de fadas às revistas pornográficas,
Toda criança de antemão,
Lembra que tudo começou com uma simples curiosidade

7) Violação e Penetração

E violaram o meu pudor,
Com a vergonha da moral,
O sexo com o televisor, foi uma grande penetração virtual

A virgindade perdeu sua inocência,
Antes mesmo que o sexo ganhasse televisão,
Hoje, penetrado pela violência,
Meu amor perde a sua infantil compaixão

E entre as violações e as penetrações
Vou sendo informado...
O mundo contemporâneo é tão instantâneo
Que até eu me sinto violado!


A castidade foi violada
Pela religião e outras mídias
O sexo veio como uma palavra, à substituir a vida

E penetraram em nossa vergonha
Com a violência da moralidade,
O sexo foi como a honra para fracasso da sociedade

E entre as violações e as penetrações
Vou sendo informado...
O mundo contemporâneo é tão instantâneo
Que até eu me sinto violado!


Ainda que algo pudesse ser feito,
Fomos corrompidos por todos os nossos desejos
Mas o que vale é a intenção,
Nisso, prevalece a nova Era da informação
A nova Era da banalização!

6) A pior de toda a liberdade

Minha mente é pervertida amor
Assim como o meu pobre coração
A nobreza de meu valor não passa mais na televisão

Minha alma é corrompida amor
Assim como minha pobre educação
A vida não mostrou o valor da humanização

E agora pra mim é difícil mudar
Faz parte do que sou
Esse produto da sociedade
O ato de comprar, comprou...
A pior de todas as liberdades
A sexualidade
A sexualidade

Meu orgulho se tornou banal, amor
Assim como a nobreza da palavra
O valor social, para mim, já não vale mais nada

E minha mente que era sã
Agora está demente pela televisão
Foi o sexo do café da manhã, que criou a minha perversão

E agora pra mim é difícil mudar
Faz parte do que sou
Esse produto da sociedade
O ato de comprar comprou
A pior de todas as liberdades
A sexualidade
A sexualidade


E ainda temos vergonha do sexo
Incentivados pelas lembranças do adultério
Meu amor, todo sacrilégio,
É uma forma de manter o povo em seu estado sem nexo!

5) Além das verdades e mentiras

As verdades são um ponto de vista, querida...
Assim como as mentiras que eu já dizia
Se você soubesse tudo o que acontece em baixo dos panos
Deixaria que fizessem um acordo com os seus sonhos?
Meu amor, o mundo não é o que você pensa,
Tão pouco, o que diz a televisão...
Mas como verdades estão além da crença
Além da fé e da religião

Se Deus fosse como o seu povo, mudaria algo em seu rosto?
Uma barba humilde ou um terno e gravata?
Se os aliens não fossem um “outro”, mas sim, alguém com seu rosto?
Que diferença haveria no sexo e na palavra?

As armadilhas da vida estão além das verdades e mentiras

As verdades ainda são desconhecidas, querida...
Assim como as mentiras das filosofias
Se você soubesse tudo o que acontece em nossos sonhos
Deixarei que fizessem um acordo com um estranho?
Tipo um amor para o sexo
Ou uma foda para a relação?
Qual seria o melhor remédio para sua salvação?

Se o pecado fosse o amor, mudaria o inverno para o calor?
O inverso das coisas te daria maiores prazeres?
Se o errado não causasse dor, e o inferno houvesse pudor?
O mundo das pessoas teria menos dizeres?

As armadilhas da vida estão além das verdades e mentiras

O mundo não muda com pensamento
Ou com a força de vontade
A preguiça é o confinamento da sociedade